Meu corpo comestível
Meu corpo comestível (2008)
To tirando da geladeira toda a mágoa fermentada
As camadas de proteção são gorduras doces
Esconderam a culpa que foi imposta
Mulher em “postas”
Tô amarga
Escaldando isso aos poucos
Com um caldo grosso
Sempre escondi a beleza
Eis meu corpo roubado
Uma mulher que em mim morreu antes de nascer
E agora depois de 33 anos volta
Aquela que antes tinha a forma de uma torta
Retorna pão artesanalmente sovado
Devidamente assado

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